Nos aeroportos de São Paulo e Rio, filas e impaciência

No Aeroporto de Congonhas, na zona sul, a espera na fila do check-in da TAM durante a manhã chegava a uma hora. Todos os guichês de check-in automático, em que o próprio passageiro retira o cartão de embarque, estavam desligados, o que contribuiu para aumentar as filas.

Ana Bizzotto, Glauber Gonçalves,, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

Os guichês 10 e 11 da TAM foram reservados para atender os passageiros, mas não havia demarcação da fila, o que contribuía para bagunçar a ordem de atendimento. Um grupo de funcionários se aglomerava neles para atender ao amontoado de passageiros irritados que se aglomeravam do outro lado do balcão.

Nos telões, não constavam informações sobre a maioria dos voos cancelados: número, destino, horário e a situação desses voos simplesmente não apareciam na tela. A TAM afirmou que os cancelamentos foram informados à Infraero. Já a estatal disse que a inserção de informações no Sistema Informativo de Voos (SISO) é realizada pelas empresas aéreas. Ontem, disse, os painéis de Congonhas não apresentaram problemas técnicos.

Antes de sair de casa, a empresária Cristiane Gerfi, de 35 anos, ligou para a TAM para saber se o voo para Cuiabá, marcado para 13h12, estava confirmado. "Me disseram que podia vir para o aeroporto porque estava tudo certo, mas quando cheguei me falaram que havia sido cancelado. É um absurdo", desabafou Cristiane, que teve de cancelar uma reunião. Ela e cerca de 20 passageiros que pegariam o mesmo voo foram levados em um micro-ônibus até Guarulhos para embarcar em outro voo às 14h35.

No saguão do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, o economista José França, de 42 anos, que ia para Rondonópolis, no interior do Mato Grosso, estava com receio de perder as conexões. Após ter o voo cancelado, ele foi realocado em outro duas horas mais tarde. "Vou chegar em Cuiabá em cima da hora de fazer a conexão."

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