Norte se destaca com melhoria em todas as faixas etárias

Amazonas teve a maior redução por Estado; já Minas registrou maior crescimento de vagas na faixa de 5 a 9 anos

O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2013 | 02h11

Apenas na Região Norte ocorreu queda no trabalho infantil em todas as faixas etárias. O indicador geral recuou 11,86%, 58 mil pessoas a menos. No Amazonas, houve a maior redução por Estado na faixa de 5 a 9 anos, menos 10 mil crianças no trabalho, caindo de 14 mil para 4 mil (recuo de 71,4%).

O Centro-Oeste foi a região em que o trabalho infantil mais cresceu de 2011 para 2012:34 mil trabalhadores, aumento de 14,71%, de 231 mil para 265mil. Também foi lá que o indicador cresceu em mais faixas etárias. Apenas no grupo de 10 a 13 anos houve redução, e, mesmo assim, de apenas mil pessoas. Entre os jovens de 5 a 9 anos, houve salto de 400%, de mil para 5 mil crianças trabalhando. Na faixa de 14 a 15 anos, houve aumento de 12,9% (de 62 mil para 70 mil) e, na de 16 a 17 anos, 15,86% (de 145 mil para 168 mil).

No Nordeste, onde houve queda de 9,26% (de 1,284 milhão para R$ 1,165 milhão), o indicador recuou na faixa de 5 a 15 anos, mas subiu o número na de 16 a 17 anos - mais 25 mil, aumento de 4,29%, de 582 mil para 607 mil. No exame por Estado da região, no grupo de 5 a 9 anos, houve crescimento na Paraíba e Sergipe, queda no Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Bahia e estabilidade do Rio Grande do Norte.

A pesquisa descobriu que Minas Gerais foi o Estado com o maior crescimento no trabalho infantil de 5 a 9 anos, de 8 mil para 12 mil. No Espírito Santo, o número para o grupo de trabalhadores mais jovens recuou de 2 mil para mil pessoas; no Rio, não houve registro de trabalho infantil na faixa (o que não quer dizer que não exista, mas que a amostra da pesquisa, por seu tamanho, não conseguiu captá-lo, por ser muito pequeno). Já São Paulo, ficou em 2012 com o mesmo número de 2011:3 mil.

No Sul, houve recuo no número total de 592 mil para 570 mil (3,71%), com aumento para os grupos de 5 a 9 anos (6 mil para 8 mil, mais 33%) e 16 a 17 anos (de 372 mil para 373 mil).

Perfil. A pesquisa constatou que 97% dos meninos e meninas de 5 a 13 anos que trabalhavam em 2012 também estavam matriculados em escolas. O levantamento apurou que, nesse grupo, 68,6% dos trabalhadores eram do sexo masculino; seu rendimento médio mensal era R$ 161,19; e sua média semanal de horas de trabalho era 15,7. Um em cada quatro (25%) trabalhava na produção para o próprio consumo ou em construção para o próprio uso; 46,7% deles não eram remunerados; e 60,2% trabalhavam no campo.

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