Noite na Grande SP tem 8 mortos e ataques avançam pelo interior

Em Carapicuíba, um GCM de Osasco foi morto a tiros ontem. Cinco morreram na cidade de Araraquara

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2012 | 02h03

Depois de duas noites seguidas de queda no número de homicídios na Região Metropolitana, a capital e outros municípios tiveram mais 8 mortos e 12 feridos a tiros entre as 21h de anteontem e às 4h30 de ontem. Entre os baleados, há policiais e um GCM.

Um guarda-civil metropolitano de Osasco foi morto a tiros em Carapicuíba, às 12h de ontem. Ele andava à paisana pela rua quando foi baleado.

Já o soldado Marcelo Gregório, de 26 anos, estava à paisana em uma loja de esfiha, na Penha, zona leste da capital, anteontem à noite, quando dois homens anunciaram assalto. Ele reagiu, foi baleado nas costas e pode ficar paraplégico.

Na região da Pedreira, zona sul, o investigador Tarcísio Marcelino de Souza, de 45 anos, foi atacado quando seguia em seu veículo por dois homens em uma moto. Houve tiroteio. Souza foi ferido no peito e está fora de perigo. Um suspeito, ferido a tiros, procurou o Hospital do Jabaquara, onde morreu.

Também na zona sul, por volta das 3h, um soldado de prenome Henrique foi vítima de um ataque. Ele estava à paisana e seguia em seu veículo na Cidade Ademar, quando dois criminosos o atacaram a tiros. Ele foi socorrido e não corre risco de vida. Os autores do atentado foram presos por uma equipe da PM na mesma região.

Outras 17 pessoas foram baleadas - 8 morreram. Os crimes ocorreram nas cidades de Itapevi, Pirapora do Bom Jesus e São Bernardo e nos bairros de Grajaú e Pedreira, zona sul, e Sapopemba, zona leste da capital.

Interior. A onda de violência se espalhou pelo interior. No fim da noite de anteontem, cinco pessoas foram executadas em Araraquara. Os crimes ocorreram por volta das 22h e podem ter relação com a morte do sargento Adriano Simões, em setembro, a mando do PCC.

Dois homens que estavam em uma moto e um pedestre foram executados por disparos feitos por ocupantes de um carro. Após 20 minutos, um pedreiro e uma mulher foram mortos a tiros em um quiosque de pastel. Três ataques, sem vítimas, ocorreram na região de Campinas. Em Várzea Paulista, dois ônibus foram queimados. / RICARDO VALOTA E JOSÉ MARIA TOMAZELA

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