No Zoo, animais só ficam na água

Áreas dos bichos são lavadas várias vezes ao dia

Viviane Biondo, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

Associada à baixa umidade, a alta temperatura, que chegou a 31,3°C na tarde de ontem, mudou a rotina no Zoológico de São Paulo, na zona sul da capital. "As áreas onde ficam os animais são lavadas várias vezes por dia, para manter a umidade", explica a bióloga Kátia Runcaro. "Elefantes e rinocerontes estão passando mais tempo nos lagos de lama e os mamíferos, na água, para se refrescar."

Nem mesmo a elefanta Terezita, cujo hábitat são as savanas africanas, com altas temperaturas, dispensou o refresco extra na tarde de ontem. Assim que o tratador se aproximou com uma mangueira, ela chegou perto, levantou a tromba para beber e depois passou cerca de dez minutos deitada na água.

A terra, que aos poucos virava lama, era espalhada por ela no corpo todo. Outro que deu um mergulho refrescante foi o urso-de-óculos Bob.

De espécie típica da América do Norte, ele ficou sete minutos no lago para então procurar uma sombra e adormecer.

Em casa. Os animais de estimação também precisam de cuidados para atenuar os efeitos do tempo seco.

De acordo com o veterinário Mário Marcondes dos Santos, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, o total de doenças respiratórias em animais aumentou 25% desde segunda-feira. "Donos de animais que já têm complicações devem procurar orientação para mudar a medicação."

Os principais sinais de complicações são respiração ofegante e falta de ar, cansaço e vermelhidão nos olhos.

Na casa de Elisabeth Merkle, no bairro do Jaçanã, na zona norte, um dos mais afetados pela poluição nesta semana foi o gato. "Os olhos dele ficaram irritados", diz ela.

De acordo com a veterinária Karine Rocha, da rede de pet-shops Cobasi, é aconselhável passar soro fisiológico nos olhos dos animais com irritação e, se não resolver, procurar um especialista.

As outras recomendações não diferem muito daquelas que devem ser seguidas por humanos: evitar esforço físico no horário crítico (entre 11h e 16h) e ingerir bastante líquido.

"Se o animal estiver coma língua para fora, pode estar só brincando e não necessariamente com calor", diz Karine, que orienta os donos a observarem o focinho dos animais. "Se estiver úmido, é sinal de que o ambiente está ideal."

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