No Vidigal, óleo foi jogado na rua para dificultar acesso da polícia

Clima, porém, era de tranquilidade. Na vizinha Chácara do Céu, moradores ofereciam café e biscoito aos PMs

RIO, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2011 | 03h02

Na favela do Vidigal, ocupada desde as 3h30 de ontem, a situação era de tranquilidade. Não houve registro de confrontos, e a população colaborou com a força de ocupação. Os 200 homens do Batalhão de Choque da PM tiveram o auxílio das polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal e da prefeitura, que removeu motos irregulares apreendidas.

Pela manhã, as equipes tiveram de usar veículos da Marinha por causa do despejo de óleo no asfalto pelos traficantes, para dificultar o acesso.

O gerente da maior farmácia do Vidigal contou que o movimento caiu 70% desde o anúncio da ocupação. "As pessoas sabem que têm de estar em casa para o caso de a polícia querer entrar para revistar. Se não estiverem, eles metem o pé. E tem também o medo de bala perdida."

O motorista de van Rubens Rocha, de 56 anos, único que não teve medo de revelar a identidade, disse que a quantidade de veículos em circulação ontem caiu à metade. "Eu não tenho medo, porque sei que eles (os traficantes) não iam encarar o Caveirão. Moro aqui há 20 anos e passei momentos muito difíceis, com tiros toda semana. Agora vai melhorar de vez."

A situação também era calma na vizinha Chácara do Céu, ocupada desde as 4h. Moradores ofereciam café e biscoito aos policiais. Nunca houve tráfico residente na favela, mas ela poderia ser usada como rota de fuga pelos traficantes. /ROBERTA PENNAFORT

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