No velório e na faculdade, choro de família e amigos

Por quase um minuto, sussurros ecoaram no saguão do Velório Municipal Orlando Mollo, em Caieiras, na Grande São Paulo. Era a prece por Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos. A oração de um pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, frequentada pela família do estudante, emocionou parentes, amigos universitários e colegas de trabalho.

Felipe Frazão e Felipe Mortara, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

O choro da mãe, Zélia Ramos Macedo de Paiva, de 43 anos, da irmã, Amanda, de 20, e da namorada, Maiara Marins, de 24, sobressaía. Maiara ficou ao lado do caixão, acariciando as mãos de Felipe e deu seus últimos dois beijos no rosto do namorado.

Na faculdade, os alunos fizeram um minuto de silêncio em frente à FEA, às 8h. Dali, 300 estudantes andaram até a reitoria, onde entregaram propostas de segurança para o câmpus. "Hoje é um aluno da FEA, amanhã pode ser um amigo ou você", disse a caloura de Odontologia Thaís Albuquerque, de 17.

Com velas nas mãos, 250 estudantes fizeram um segundo protesto, às 19h15, no prédio da FEA. "Minha mãe ficou preocupada, mas eu não podia deixar de vir, para mostrar solidariedade", afirmou Arthur Martini, de 19, calouro de Administração.

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