NO TESTE DO WI-FI GRÁTIS, METADE TEM CONEXÃO

Passageiros reclamam da velocidade da internet e da falta de sinal, entre outros problemas

CAMILA BRUNELLI, NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2012 | 03h03

Depois de quase um ano de promessas da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), passageiros agora podem acessar a internet gratuitamente nas salas de embarque dos principais aeroportos do País. O Estado foi aos terminais de Congonhas, em São Paulo, e Cumbica, em Guarulhos, e pediu para passageiros testarem o Wi-Fi. Dos 12 clientes que tentaram acessar a rede, metade não conseguiu. Os testes foram feitos entre ontem e anteontem.

Desde julho, a Infraero já liberava 15 minutos de conexão grátis antes do embarque. Agora, em Congonhas, Cumbica, Viracopos, Galeão, Santos Dumont, Recife, Fortaleza, Brasília e Pampulha, em Belo Horizonte, o acesso é ilimitado, desde que o passageiro tenha o número do localizador da passagem em mãos. Mas só funciona nas salas de embarque.

Até o fim deste mês, a estatal promete Wi-Fi livre em todos os 13 aeroportos da Copa. Duas empresas oferecem o serviço por ora: Tim e Linktel. Outra contratada é a NET, que ainda não tem previsão para começar.

Em Cumbica, o empresário Fábio Cruz, de 39 anos, que mora na África do Sul e estava em São Paulo a trabalho, tentou acessar a internet pelo celular na sala de embarque. Não conseguiu. "O celular detecta o sinal, mas a página de login não abre", disse.

Uma vez conectado, é preciso fazer um cadastro de duas páginas antes de começar a navegar. A última etapa é fornecer o número do localizador, que serve como senha de cada passageiro.

Mesmo conectado, o também empresário Alcino Moreira, de 25 anos, reclamou da velocidade. "Consegui, mas cai toda hora. Não abre nenhum site direito, está muito devagar." Outra dificuldade é na hora de achar o sinal do Wi-Fi: várias redes com nomes diferentes aparecem como disponíveis, mas o certo é clicar no "Wi-Fi Infraero Grátis".

O filho da advogada Anna Maria Padjen, de 40 anos, conseguiu conectar-se normalmente em Cumbica. Ela, não. "Ele entrou. Eu não consegui nada."

Congonhas. No Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, a vendedora Janaína de Carvalho, de 33 anos, não teve sucesso. O mesmo problema aconteceu com o engenheiro Riel Klin: o sinal da rede não era suficiente para abrir nem o cadastro.

O único passageiro a conseguir conexão em Congonhas foi o gerente de vendas Peter Domingos, de 48 anos. "Funciona direitinho."

A Infraero diz que a operação está em fase inicial e vai analisar a resposta dos passageiros ao serviço. Recomenda ainda que os usuários que tiveram problemas com o Wi-Fi registrem a queixa no balcão de informações da estatal em cada aeroporto.

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