FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

No 3º dia, Alckmin e Doria reciclam parceria e caminham pelo centro

Tucanos fazem evento para anunciar transferência de recursos obrigatória; prefeito posa para selfies com pessoas na rua

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2017 | 14h00

SÃO PAULO - No terceiro dia útil do governo João Doria (PSDB), o prefeito fez uma caminhada no centro da cidade com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, após realizarem um evento para anunciar repasses do fundo estadual para o municipal de Assistência Social. A transferência anunciada como uma "sinergia", nas palavras do governador, trata-se de uma destinação obrigatória de receitas orçamentárias. O valor deste ano, R$ 64,8 milhões, é exatamente o mesmo que foi repassado em 2016 para a gestão Fernando Haddad (PT).

Os dois governantes também anunciaram outros R$ 20 milhões do Estado para a cidade, para os programas Ação Jovem e Renda Cidadã. Por lei, o Fundo Municipal de Assistência Social é composto a partir de receitas da União, do governo do Estado e do município.

O evento foi feito no 7.º andar da Prefeitura, redecorado com um banner com o logotipo das duas administrações. Alckmin afirmou que "era uma alegria vir à Prefeitura". "Estamos hoje iniciando a primeira das parceria", ao dizer que, na sexta-feira, 6, outra parceria seria anunciada na área da segurança pública e que, na próxima segunda-feira, 9, ambos teriam mais uma agenda conjunta, para tratar de dez prioridades do governo Doria.

Já o prefeito disse que "o objetivo é fortalecer as ações de assistência social", e também afirmou que haveria uma série de ações conjuntas. "A ação integrada governo do Estado e município representa um benefício concreto dessa relação transversal entre os dois governos. Vale a referência também, governador Alckmin, às ações que serão feitas também com o governo federal", continuou Doria.

Depois das assinaturas dos convênios, fotos e entrevista coletiva, os dois tucanos desceram até o Viaduto do Chá e caminharam pela Rua Líbero Badaró. "Estava colocando coisas na geladeira e senti alguém me abraçando por trás. Era o prefeito", contou a jornaleira Selma de Oliveira, de 34 anos, que tem uma banca na esquina da Líbero com a Rua Doutor Falcão Filho. "Estava com isso na mão (apontando para um saco plástico) e estava todo mundo me filmando", disse.

Depois, Selma ficou postada na porta da banca para pegar o prefeito na volta e, ela também, fazer uma selfie. "Eu já tenho uma com o Alckmin", afirmou. "O Haddad passava aqui às vezes e nem olhava na cara. Só um dia que falaram 'olha o prefeito' ele deu um tchauzinho."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.