No Rio, uma guerra ainda longe do fim

Apesar do prejuízo milionário, Comando Vermelho avança firme na direção da Baixada Fluminense; discrição é nova tática das milícias

Bruno Paes Manso e Gabriela Moreira, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2010 | 00h00

A série de ataques promovida por facções criminosas nas ruas do Rio, há 21 dias, foi um movimento ousado no tabuleiro de xadrez gigante que engloba a capital e os 11 municípios da Baixada Fluminense. O Comando Vermelho vinha perdendo terreno desde 2005, com o avanço das milícias nas zonas oeste e norte. Os prejuízos cresceram a partir de 2008, com a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em 12 morros controlados pela facção. O contra-ataque provocou uma resposta a altura do governo, que invadiu a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão. "Agora que a poeira assentou, pode-se dizer que o CV perdeu uma peça importante, em um jogo onde as baixas ficam restritas aos peões. Mas a facção continua forte, sem ter o rei ameaçado, e segue firme rumo ao subúrbio", diz o sociólogo José Claudio Souza Alves, pró-reitor da Universidade Rural do Rio de Janeiro. A disputa permanece longe do final. Abaixo, a partir da opinião de especialistas ouvidos pelo Estado, seguem posição e perspectivas dos competidores.

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