No Rio, Simpatia faz 30 anos com festa de 120 mil

Bloco carnavalesco reuniu diferentes gerações nas ruas de Ipanema e prestou homenagem à Mangueira

IDIANA TOMAZELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

03 Março 2014 | 02h03

O carnaval balzaquiano do bloco Simpatia É Quase Amor tomou conta das ruas de Ipanema, na zona Sul do Rio, na tarde de ontem. Foi a segunda vez neste ano que a banda desfilou e comemorou seu aniversário de 30 anos. O bloco animava os foliões desde as 16h, mas só meia hora depois o carro saiu, ao som do samba-enredo Balzaquiando o Simpatia vai Passar.

"O segredo é muito preparo e animação", disse a rainha da bateria Michele Pinheiro Caldas, de 36 anos - há seis no posto - sobre a festa em dose dupla. O Simpatia já havia desfilado no pré-carnaval em fevereiro.

O canadense Greg Campell, de 54 anos, veio pela terceira vez ao bloco do Simpatia. "É a melhor festa do mundo", disse, declarando seu amor ao carnaval. Ele é casado com a jornalista brasileira Maria Campbell, uma das fundadoras do Simpatia. "No primeiro desfile, eram mais ou menos cem pessoas. Desfilei no primeiro ano grávida. Hoje, minha filha tem 30 anos e também desfila no Simpatia", contou ela, que hoje mora com o marido no Canadá.

A estimativa da Empresa de Turismo do Município do Rio (Riotur) era de que o bloco reunisse 120 mil pessoas na tarde de ontem. Além do Simpatia, outros 94 blocos desfilaram na cidade no domingo.

Com seus cabelos brancos, o mestre-sala Marco Aurélio Marcondes afirmou que a pluralidade do bloco explica a força e a tradição adquiridas ao longo dos anos. "Aqui é dos 8 aos 80, sempre com muita energia", definiu, sem entregar a idade.

Homenagens. No aquecimento para a saída, a bateria do bloco transformou em samba o Hino Nacional e ainda entoou "Brasil com 'z' é pra cabra da peste", samba-enredo que deu o título do carnaval à Mangueira em 2002.

A Verde e Rosa também apareceu no desfile do Simpatia por meio da homenagem a Dona Zica da Mangueira, madrinha do bloco. Também foram homenageados no trio elétrico Albino Pinheiro (padrinho), Bussunda (Rei Momo do Simpatia por mais de uma década) e Aldir Blanc, inspirador do nome do bloco e um dos autores do samba deste ano.

Para completar a festa de 30 anos de Simpatia, balões nas cores lilás e amarelo foram soltos, e uma fantasia enorme de bolo circulava entre os foliões. "O Simpatia canta o que o Rio tem de melhor. Paixão, Ipanema, pôr do sol. O Rio é tudo isso", declarou Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, associação de blocos da zona Sul da qual o Simpatia faz parte.

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