No Rio, objetivo das câmeras será coibir corrupção policial

Com o objetivo de reprimir desvios de conduta e corrupção policial, foi aprovada no Rio, em dezembro, uma lei que determina a instalação de câmeras e gravadores de áudio nos carros da PM. O texto chegou a ser vetado pelo governador Sérgio Cabral, que o considerou preconceituoso e inconstitucional, mas acabou promulgado pela Assembleia Legislativa.

Gabriela Moreira / RIO, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2010 | 00h00

Mas nenhuma câmera foi instalada até agora. Segundo a PM, a previsão é de que o sistema seja implementado em 2011.

De acordo com o autor da lei, o deputado estadual Gilberto Palmares (PT), os equipamentos ajudarão a população a se proteger dos "maus policiais". "Há inúmeras denúncias de cidadãos que sofreram extorsão ou violência dentro das viaturas. As câmeras e os gravadores vão reduzir enormemente a possibilidade de ocorrências desse tipo", defendeu o deputado. Para o parlamentar, a medida também serve para proteger os policiais que mantêm boa conduta. "Muitos são acusados de corrupção, mas afirmam ser inocentes. As câmeras vão servir como defesa."

O governador havia ressaltado, em seu veto, que o projeto não indicava a origem dos recursos para a compra dos equipamentos. Palmares rebateu, informando que no orçamento deste ano há a previsão de R$ 5 bilhões. A PM informou que está na fase de testes de equipamentos.

A lei voltou à discussão no mês passado, após o atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas. Dois PMs foram acusados de pedir propina ao atropelador.

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