No Rio, exposição multimídia conta a história da companhia

Religiosos querem mostrar que importância da ordem vai da educação ao futebol; instalação deve rodar o País

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2013 | 02h11

Quem for ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, evento que ocorrerá entre 23 a 28 deste mês, poderá aproveitar para conhecer melhor a história da Companhia de Jesus, ordem religiosa que voltou aos holofotes com a escolha de um de seus representantes, o cardeal argentino Jorge Bergoglio, para ocupar o cargo máximo da Igreja Católica, em março.

Jesuítas brasileiros preparam uma megaexposição multimídia, interativa, para contar a história da companhia religiosa desde sua fundação, no século XVI, até a eleição do papa Francisco. A mostra estará em cartaz a partir do dia 22, no Colégio Santo Inácio, mantido pela ordem religiosa no Rio. "No ano que vem, pretendemos que a exposição rode o País", adianta o padre jesuíta Geraldo Lacerdine, um dos organizadores.

Uma das atrações que devem mais chamar a atenção é a instalação de um painel gigantesco no teto do pátio do colégio, que vai funcionar como uma réplica do famoso afresco de Andrea Pozzo que fica no teto da nave principal da Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma.

"Também teremos várias referências à importância que os jesuítas tiveram para a história do Brasil, em aspectos que vão da educação ao futebol", diz o padre. Ele se refere a relatos que, contrariando a historiografia oficial, afirmam que o esporte bretão foi introduzido no País por jesuítas do Colégio São Luís, nos anos 1870, duas décadas antes de Charles Miller.

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