No Rio, empresa opera o serviço em oito bairros

Cadastramento foi para inibir achaques, mas a Procuradoria Geral da Prefeitura informou que não está satisfeita

, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

RIO

A Prefeitura do Rio tem dois sistemas diferentes para operar as vagas de rua, o chamado Rio Rotativo. O estacionamento público de oito bairros da zona sul, do Leme a São Conrado (chamado de área azul), é operado pela Embrapark, contratada no ano passado pela Prefeitura. Nesses locais, apenas guardadores da empresa podem trabalhar. Nas outras regiões cariocas, só podem atuar os guardadores cadastrados pela Prefeitura e pela Polícia Civil. Eles compram tíquetes nas associações de classe.

O cadastramento foi uma tentativa de inibir guardadores que achacavam motoristas. Atualmente, o tíquete do Rio Rotativo custa R$ 2. Em alguns pontos da cidade, o bilhete, comprado na mão do guardador, vale por duas horas; em outros, por todo o dia.

Apesar da proposta, só no ano passado, 423 flanelinhas ilegais foram detidos em operações policiais - 328 nas proximidades do Maracanã, em dias de jogos. Este ano, de janeiro a junho, já foram 537 presos. Do total de 960 ilegais, 90% tinham alguma passagem pela polícia. Atualmente, a Procuradoria Geral da Prefeitura estuda uma forma de romper o contrato, por não estar satisfeita com o serviço da Embrapark.

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