No Rio, conselho da criança critica política municipal

No Rio, a política de internação forçada vem recebendo cada vez mais críticas. Nesta semana, o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente emitiu parecer contrário à medida. O grupo alega que a estrutura oferecida pela prefeitura é inadequada e a abordagem, ineficaz. "A criança só pode recuperar-se se tiver desejo de ser tratada", avaliou a conselheira Sabrina Bonfatti. "Além disso, é preciso trabalhar com a família."

Bruno Boghossian e Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2011 | 00h00

O secretário de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, rebateu as críticas. Ele afirmou que há estrutura adequada para tratamento dos menores e a prefeitura está pronta para criar novas vagas de internação, caso seja necessário. "Mais de 80% dos acolhidos não têm mais vínculo familiar." Desde a regulamentação das operações, em 31 de maio, a prefeitura do Rio retirou 101 crianças de cracolândias.

O modelo também já é criticado em São Paulo. Para o secretário paulistano da Saúde, Januário Montone, a diferença é que o Rio fez uma legislação sobre acolhimento e abrigamento compulsório. Em São Paulo, segundo ele, está sendo estudada internação para tratamento.

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