No Rio, ativistas prometem novo ato, agora para comemorar

Luta só está no início, dizem manifestantes; nas redes sociais, mais de 350 mil pessoas já confirmaram presença

Heloisa Aruth Sturm, Marcelo Gomes, Fábio Grellet, Elder Ogliari, Tiago Décimo, Victor Villar, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2013 | 02h02

Embora o governo tenha anunciado ontem à noite a redução das tarifas do transporte público no Rio, ativistas sairão em um novo protesto hoje à tarde no centro. A concentração será às 17 horas na frente da Igreja da Candelária. A ideia é ir até a sede administrativa da prefeitura e fazer vigília durante a madrugada. Mais de 350 mil pessoas já haviam confirmado presença no ato, por meio das redes sociais.

"Estamos felizes com a redução da tarifa, e o ato desta quinta (hoje) deve ser uma comemoração, mas a luta está só começando. Exigimos tarifa zero", disse Raphael Godoi, um dos líderes. Em plenária que decidiu o trajeto da passeata, os manifestantes acordaram que só vão negociar com o prefeito Eduardo Paes (PMDB) após a libertação dos que foram presos nas passeatas anteriores.

Há rumores de uma segunda manifestação no entorno do Estádio do Maracanã, onde Espanha e Taiti jogam às 16 horas de hoje, pela Copa das Confederações. Para evitar confrontos, a segurança na área será reforçada. A Polícia Militar do Rio deve mobilizar cerca de 1,8 mil agentes. A PM também vai usar helicópteros, que vão filmar o local e transmitir as imagens em tempo real para o quartel-general da corporação, no centro.

Em Porto Alegre, uma nova manifestação está programada para esta noite, no Paço Municipal. O ato será acompanhado pela Brigada Militar. O governador Tarso Genro (PT) disse que manifestações são um sinal de "vitalidade da sociedade", mas pediu que quem for ao ato de amanhã não faça depredações.

Tarso admitiu que "às vezes elas acontecem meio do inesperado, de surpresa para os próprios movimentos e para os governos", por causas que vão se acumulado e às vezes não são compreendidas.

Em Salvador, a manifestação de hoje contra o aumento de tarifas deve passar perto da Arena Fonte Nova, onde Nigéria e Uruguai se enfrentam pela Copa das Confederações. O governador Jaques Wagner (PT) já disse ser favorável às manifestações populares, mas alerta que abusos serão coibidos. "A orientação (da PM) é preservar a integridade de todos, esperando a mesma posição dos manifestantes."

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