No resgate, equipes treinadas no Haiti

120 bombeiros e 4 cães farejadores trabalham nos destroços; muitos atuaram no socorro às vítimas do terremoto de Porto Príncipe

PEDRO DANTAS / RIO, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2012 | 03h01

A tragédia que abalou o Rio mobilizou uma grande operação para resgatar sobreviventes, retirar corpos e remover milhares de toneladas de escombros dos três prédios na Avenida Treze de Maio, no centro.

Das 21h15 de quarta-feira até a noite de ontem, 120 bombeiros e quatro cães farejadores - com experiência no resgate das vítimas do terremoto no Haiti em 2010 - procuravam por corpos e sobreviventes.

Para viabilizar o resgate à noite, a Rioluz ofereceu 20 homens, geradores, equipamentos de segurança e iluminação. Vinte minutos após os desabamentos dos três prédios, a Secretaria de Saúde do Estado já tinha um cadastro com 700 profissionais da área que poderiam ser mobilizados em caso de necessidade.

Ontem, 40 agentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Saúde usavam quatro ambulâncias e quatro furgões para remoção de corpos. Equipes de assistentes sociais e psicólogos davam apoio às famílias das vítimas.

Órgãos do Estado e do Município colocaram 25 caminhões, dez retroescavadeiras, duas pás mecânicas e cinco escavadeiras - duas hidráulicas - para a remoção dos escombros. Duas tesouras mecânicas e um rompedor pneumático também estavam disponíveis para possíveis resgates de sobreviventes. A previsão era de que as buscas continuariam até as 21h. Os trabalhos serão retomados hoje.

Interdição. Cerca de 200 homens da CET-Rio e da Guarda Municipal foram às ruas orientar motoristas e pedestres para evitar o caos no trânsito.

No fim da manhã, uma árvore desabou na Rua da Carioca, uma das vias de escoamento do tráfego, e complicou ainda mais o fluxo de veículos. Após fechar quatro estações na noite dos desabamentos, o Metrô funcionou normalmente ontem.

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