No rádio: 'Estou aqui, estou aqui'

Sob uma pilha de escombros, Rubens Feitosa, de 24 anos, usava o rádio para orientar os bombeiros que estavam à sua procura. Feitosa primeiro usou o aparelho para falar com um amigo. Depois, ficou conversando com os agentes por cerca de uma hora, até ser encontrado.

Mônica Reolom e Artur Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2013 | 02h01

"Por meio de barulhos que fazíamos, eu perguntava (pelo rádio) se ele estava me ouvindo. Ele falava que sim. E a gente foi se aproximando um pouco mais dele", conta o capitão dos bombeiros Márcio César Carnevale. "Conseguimos abrir um vão entre as duas lajes. Ele começou a ver a luz e disse: 'Estou aqui, estou aqui'."

Com ele havia outro operário, que também sobreviveu. Feitosa foi levado para o Hospital Santa Marcelina, na zona leste, com escoriações na cabeça e estava consciente. Os médicos detectaram traumatismo craniano leve e, por isso, ele foi mantido em observação.

A mulher dele, a dona de casa Eva Vitorino, disse que dois sobrinhos de seu marido também trabalhavam na obra. Ele contou a ela que viu um dos sobrinhos morto ao seu lado entre os escombros. O outro desapareceu. "Eu espero ainda encontrar o sobrinho dele vivo", disse ela.

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