No que deu...Área verde ainda não saiu do papel

Parque Augusta, que deveria ser construído em área declarada de utilidade pública pela Prefeitura

Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2010 | 00h00

Prometido pela Prefeitura há pelo menos um ano, o parque público que seria construído em área de 23,7 mil m² na Rua Augusta, na região central de São Paulo, ainda não saiu do papel. Tombado desde 2004, o terreno foi declarado de utilidade pública em 2008 e deveria ser transformado no Parque Augusta, reivindicado há anos por moradores.

Em junho de 2009, cerca de 500 pessoas se reuniram na frente do terreno para um abraço simbólico, com cartazes onde se lia "Temos direito a um parque" e "Queremos o Parque Augusta". Na ocasião, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente confirmou que pretendia transformar a área em parque, e que o processo de desapropriação estava em "fase de avaliação administrativa pela Secretaria de Negócios Jurídicos". Procurada há uma semana, a secretaria não informou até ontem a atual situação do terreno. Em nota, afirmou que "já foi publicado decreto de declaração de utilidade pública" para implantar o parque, "inclusive com a incorporação ao projeto de uma escola de educação infantil", sem informar prazo.

"Após muita luta, o prefeito declarou a área de utilidade pública. Passada a eleição, nada foi feito", diz Célia Marcondes, presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César. "Queremos que cumpram o que prometeram. Se a solução não sair logo, vamos fazer uma nova mobilização", garante.

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