No que deu...

Via expressa de ônibus ficou no papel

/ DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2012 | 02h02

Apresentados em 2008 pelo então secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, como uma das soluções provisórias para ajudar a diminuir o congestionamento em São Paulo, os corredores de ônibus "virtuais" ficaram apenas na promessa.

A ação previa tachões amarelos para demarcar as faixas exclusivas dos coletivos até que fossem feitos corredores definitivos em vias como as Avenidas Cruzeiro do Sul, na zona norte, e Robert Kennedy e Teotônio Vilela, na zona sul.

Técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizaram, com sucesso, testes das linhas expressas com tachões na Rua Clélia, na Lapa, zona oeste, e na Avenida Celso Garcia, do centro à zona leste. O modelo deveria funcionar em avenidas com grande fluxo de veículos entre 6h e 8h e 17h e 20h. De baixo custo, o corredor "virtual" é formado com cones ou tachões em faixas usadas também por carros.

Esse tipo de linha expressa foi na época a saída encontrada após a Prefeitura desistir de construir três corredores de ônibus. Das faixas exclusivas e definitivas planejadas para as Avenidas Faria Lima, Brás Leme, Sumaré, Celso Garcia e Luiz Carlos Berrini, só as duas últimas serão feitas. O governo tenta finalizar licitações de R$ 324 milhões para construir 66 km de corredores, mas por enquanto não há prazo para ver em funcionamento novas faixas exclusivas para coletivos.

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