No que deu...

'Crimes de Maio' seguem sem apuração

, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2012 | 03h03

Em maio de 2006, nos dias que se seguiram aos atentados do Primeiro Comando da Capital contra autoridades de segurança do Estado, houve uma onda de mortes nas periferias da capital e no interior.

Segundo o grupo Mães de Maio, formado por parentes das vítimas, 493 pessoas foram assassinadas a bala nesse período. Há suspeitas de que policiais militares tenham participado dos crimes.

Parte das investigações sobre as autorias dos crimes, conduzidas em âmbito estadual, acabaram arquivadas. As Mães de Maio pedem que as apurações sejam reabertas - o que pode ocorrer se levadas à alçada federal.

Em maio de 2010, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu pedido de federalização de nove mortes - todas de Santos. A solicitação ainda está sob análise da PGR. Segundo o órgão, não há prazo para determinar a procedência do pedido.

Débora Maria da Silva, fundadora do Mães de Maio, diz que a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, prometeu ajudar. "Ela deve vir a Santos em breve para uma audiência", disse.

Os restos mortais de seu filho, Edson Rogério Silva dos Santos, que tinha 29 anos, foram exumados em junho. Um projétil foi achado. Débora aguarda o resultado do exame balístico./ RENATO VIEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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