No que deu...

Fim da Casa de Detenção no Carandiru

O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2012 | 03h03

A Casa de Detenção, no Carandiru, zona norte de São Paulo, foi desativada e demolida parcialmente em 2002. Um ano depois, o terreno de 120 mil metros quadrados onde ficava o presídio se transformou no Parque da Juventude, com biblioteca, dez quadras poliesportivas, pistas de patins, corrida e skate, além de amplos espaços para atividades educacionais.

A Casa de Detenção foi inaugurada nos anos 1920, passou por diversas ampliações, chegou a abrigar mais de 9 mil presos e foi considerado o maior presídio da América Latina.

O presídio ficou famoso principalmente pelo massacre de 2 de outubro de 1992, quando 111 presos foram assassinados pela Polícia Militar durante uma rebelião. O coronel da reserva Ubiratan Guimarães, assassinado em 2006, comandou a invasão e foi acusado, ao lado de outros 116 PMs, de ter provocado a morte dos detentos. O comandante da tropa na ocasião foi condenado a 632 anos de prisão em 2001, mas acabou absolvido cinco anos depois, porque o Tribunal de Justiça reinterpretou a decisão dos jurados. Os demais réus ainda aguardam a apreciação de recurso.

O Carandiru também foi tema de livro escrito pelo médico Drauzio Varella, que relatou histórias de dez anos de trabalho voluntário no local./WILLIAM CARDOSO

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