No que deu...

De 162 envolvidos,só 9 indiciados

/ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h04

Em 2010, devassa nos contratos de emplacamento e lacração de placas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) descobriu uma fraude envolvendo 162 delegados de polícia. Na época, segundo inquérito da Corregedoria da Polícia Civil, estimava-se que o esquema ocorria desde 2006 e o rombo poderia chegar à casa dos R$ 40 milhões.

O esquema aconteceu na execução dos contratos de emplacamento da seguinte forma: a quantidade de carros emplacados por empresas era inflada em relação ao que era efetivamente realizado, segundo a investigação. A devassa no Detran-SP foi determinada pelo secretário estadual da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.

Um ano depois do fim do inquérito, o Ministério Público denunciou apenas nove delegados, entre os 162 suspeitos. Ao todo, o processo tem 22 réus - incluindo responsáveis por cinco empresas laranjas usadas para que fossem cometidas as fraudes na licitação das placas.

No processo licitatório, as empresas ofereciam placas por um valor muito mais baixo que o de mercado. Depois, sob a falsa alegação de que as placas comuns estariam em falta, motoristas eram convencidos a comprar um modelo especial, mais caro. Atualmente, o processo continua correndo na 8.ª Vara Criminal Paulista.

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