No que deu...

Após 20 anos, limpeza ainda não terminou

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2012 | 03h01

Vinte anos após a desativação da estatal Nuclemon em São Paulo, o terreno contaminado com material radioativo na Avenida Interlagos, zona sul da cidade, ainda não foi completamente descontaminado. A área abrigava uma das usinas da empresa, cujas operações jogaram no solo areia com minerais pesados. O terreno tem 54 mil m² e, desde 2010, passa por limpeza para poder ter uso irrestrito após os trabalhos, que ainda não têm prazo para terminar.

A sucessora da Nuclemon, Indústrias Nucleares do Brasil, não explicou o porquê da demora na limpeza. Ela também não afirmou o que vai fazer com as 1,1 mil toneladas de dejeto radioativo das usinas Santo Amaro (Usan) e Interlagos (Usin) que estão armazenadas em um galpão instalado no terreno, uma das principais críticas do ambientalistas em relação ao terreno.

O lote em Interlagos foi usado por décadas como área de descarte de resíduos de areia monazítica das praias do norte fluminense que sobravam após o processo de extração de urânio e tório. O material manteve a concentração radioativa em pelo menos cinco pontos do terreno.

Segundo a empresa, a quantidade de resíduos não causa danos a quem vive ali. Ambientalistas, porém, criticam a demora na limpeza e dizem que não há níveis seguros de radiação. / RODRIGO BURGARELLI

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