No País, pelo menos 59 casas são fechadas

Locais foram interditados para corrigir as irregularidades; apenas Manaus lacrou metade dos estabelecimentos

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2013 | 02h02

A fiscalização de casas noturnas País afora está mais rígida desde a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria (RS): já são ao menos 59 estabelecimentos fechados preventivamente em diferentes cidades até que irregularidades sejam corrigidas.

Só em Manaus (MA), mais da metade das casas de show foi interditada - são 52, das 98 registradas. Elas só poderão retomar as atividades quando regularizarem pendências administrativas, como a obtenção ou renovação de licença ambiental.

Em Fortaleza, as casas de show Terraço Brasil, Meet, Kukukaya e L4 foram fechadas pelo Corpo de Bombeiros na tarde de ontem por não oferecer nem sequer 30% de condições de segurança exigidos - como extintores e saídas de incêndio. Outras dez casas foram notificadas e têm 72 horas para regularizar equipamentos de segurança.

A prefeitura de Salvador iniciou anteontem um mutirão de inspeções em casas noturnas e instalações que servirão de camarotes no carnaval. Uma das mais famosas danceterias da capital baiana, a Borracharia - que funcionava de fato como borracharia durante o dia -, foi lacrada por não ter alvará para abrigar eventos. Já o badalado What's Up foi fechado por estar com o alvará de funcionamento vencido. Outras cinco casas foram notificadas e têm uma semana para corrigir falhas. No litoral baiano, Ilhéus decretou a suspensão dos alvarás de funcionamento de todas as casas noturnas e de eventos para corrigir as autorizações - mas a administração não soube informar quantas existem.

Em Belo Horizonte, o processo de concessão de alvarás mudou. Agora, os locais na capital mineira precisam de um auto de vistoria dos bombeiros (antes, era exigido um laudo técnico).

Interior paulista. A Prefeitura de São José do Rio Preto interditou preventivamente o Teatro Municipal Paulo Moura, com capacidade para 950 pessoas. A apresentação de peças no local também está proibida até que aparelhos de segurança contra incêndio sejam instalados no complexo - de prédios tombados. O Ministério Público ainda determinou abertura de inquérito para saber por que o local funcionava nessas condições.

Já a prefeitura de Ribeirão Preto deve iniciar hoje uma varredura nas casas da cidade. A administração acredita que cerca de 40% dos locais de pequeno e médio porte estejam irregulares.

Em Franca, uma ação pedida pelo Ministério Público, conduzida desde o fim de 2011, detectou 43 irregularidades em casas de shows. Foram notificados a prestar esclarecimentos até responsáveis por eventos em espaços abertos. / RENATA MAGNENTI, LAURIBERTO BRAGA, CHICO SIQUEIRA, RENE MOREIRA, ESPECIAIS PARA O ESTADO, TIAGO DÉCIMO e MARCELO PORTELA

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.