No Norte do País, média chega a sete pessoas por casa

Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, tem a maior proporção de moradores por domicílio do Brasil. Lá, a média é de 6,9 pessoas por residência, ou seja, mais que o dobro da média nacional, de 3,3. O motivo é cultural e está relacionado à alta proporção de índios - 60% dos seus 18,1 mil habitantes se declararam indígenas no Censo 2010.

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

24 Julho 2011 | 00h00

O fenômeno se repete em vários municípios da região. Das 50 cidades que lideram o ranking de habitantes no mesmo teto, 49 estão na Região Norte, onde proporcionalmente há mais índios vivendo em ocas ou malocas, que, às vezes, são comunais. Por isso, a média de habitantes por domicílio sobe bastante. Em Santa Isabel do Rio Negro, por exemplo, 20% das moradias são ocas - a maioria com mais de oito moradores sob o mesmo teto.

Na outra ponta do ranking estão pequenas cidades do interior de Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. A líder é Aloândia (GO), com apenas 2,5 moradores por domicílio. A explicação nesse caso é a idade: 19% dos moradores de lá têm mais de 60 anos, proporção que é quase o dobro da média brasileira.

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