No Mandaqui, acidentes e prejuízos são cotidianos

Moradores e pessoas que trabalham na movimentada Avenida Santa Inês, no Mandaqui, zona norte de São Paulo, vivenciam diariamente os riscos decorrentes da falta de sinalização. Recapeada há um mês, a via ainda não recebeu a pintura de faixas de pedestres e divisórias entre os dois sentidos.

Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2010 | 00h00

Antes do recapeamento, o dentista Márcio Noronha, de 40 anos, já havia perdido dois retrovisores em acidentes na avenida. Agora, perdeu mais um. "O pessoal perde a referência quando não tem a faixa no meio."

Segundo o especialista em prótese José Carlos Piller, de 34 anos, colega de consultório de Noronha, a situação piora no horário de pico da noite, entre as 18h e 20h. "Os carros formam duas faixas no sentido bairro, passam bem rentes a quem vem na contramão e saem arrancando retrovisores e arranhando os carros estacionados."

Detritos. A caixa do posto de combustíveis Adriana Madeira, de 29 anos, diz que a Prefeitura demorou uma semana para limpar os detritos do recapeamento. "Um casal estava na moto e o rapaz tentou frear no farol, mas não conseguiu por causa das pedrinhas. Os dois caíram."

Para ela, que também dirige uma moto para ir ao trabalho, a falta de sinalização é "terrível". "Podiam ter pelo menos já pintado a faixa do meio e as de pedestres. Fica difícil dirigir à noite sem sinalização, principalmente para os motoqueiros."

Na frente de uma escola infantil, a faixa que indicava a área de embarque e desembarque não foi repintada. "Todo mundo está estacionando e atrapalhando a entrada e saída dos alunos", diz a proprietária, Isabel Teixeira, de 61 anos. "Cheguei a dizer que era proibido, mas a pessoa retrucou que não tinha faixa."

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