No litoral, Rota terá de explicar invasão

Promotoria investiga vídeo que mostra agentes em ação não autorizada em um prédio residencial da Praia Grande

ZULEIDE DE BARROS , ESPECIAL PARA O ESTADO , SANTOS , O Estado de S.Paulo

19 Julho 2012 | 03h02

O Ministério Público Estadual (MPE) e a Corregedoria da Polícia Militar investigam uma invasão ilegal a um prédio residencial localizado na Vila Tupi, em Praia Grande, litoral de São Paulo. Policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) invadiram o Edifício Giovana, na madrugada de 25 de abril, a fim de prender um homem, identificado como Wagner Rodrigo dos Santos, de 33 anos, ex-presidiário, condenado por tráfico. As câmeras do circuito interno do prédio registraram a entrada dos policiais, que agiram das 3h às 4h15.

A ação teria se desenvolvido sem amparo legal, uma vez que os PMs não portavam mandado judicial e também não havia nenhum crime em andamento.

Portando pistolas e metralhadoras, os policiais da Rota, 9 fardados e 4 à paisana, que seriam do Serviço Reservado da instituição, estão sendo investigados. As imagens das câmeras de segurança do Edifício Giovana foram parar nas mãos do promotor de Justiça Bruno de Moura Campos, que as encaminhou à Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo.

Prisão. No apartamento do ex-presidiário, só sua mulher e o filho estavam em casa. Depois de um mês da busca, Wagner acabou sendo preso por policiais da Rota, no Guarujá, ocasião em que os policiais afirmaram ter encontrado com ele 5 quilos de cocaína e 5 de maconha, além de uma arma. Em depoimento prestado no Departamento de Narcóticos, o ex-presidiário declarou que os policiais da Rota teriam dito a sua mulher que queriam matá-lo e introduzir drogas em seu apartamento. Todos esses fatos agora começam a ser apurados pela Corregedoria e pelo Ministério Público.

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