No Largo, 200 fazem protesto por sem-teto

Cerca de 200 pessoas reuniram-se na noite de ontem no Largo de São Francisco, região central de São Paulo, em protesto à retirada de moradores de rua da frente do prédio da Faculdade de Direito da USP pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), há oito dias, sob justificativa de proteção do patrimônio público.

JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h07

Sem conflito com a GCM, o protesto começou às 20h, quando estudantes e integrantes da Pastoral do Povo de Rua convidaram moradores de rua das imediações para sentar na área protegida. "É comovente ver as pessoas baterem de frente com a guarda para a gente ter direito a um cobertor", discursou a sem-teto Patrícia Beraldo, de 26 anos, sob a marquise do prédio.

Para o padre Julio Lancellotti, da pastoral, a justificativa da Prefeitura, de preservação do patrimônio, é descabida e "o maior patrimônio do Largo de São Francisco é o patrimônio moral".

Às 23h, um terço dos manifestantes permaneciam no local - entre eles, integrantes do Centro Acadêmico XI de Agosto. Eles prometiam fazer uma vigília pela madrugada.

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