No Irã, crime sexual pode levar à forca

Cenário: Roberto Lameirinhas

O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2012 | 03h05

Se o caso do diplomata Hekmatollah Ghorbani passar do nível administrativo e ele for a julgamento num tribunal iraniano sob a acusação de "conduta anti-islâmica", como informou a missão do Irã em Brasília, ele pode ter sérios problemas. A legislação iraniana, com base na sharia - o código penal islâmico -, leva em conta circunstâncias atenuantes ou agravantes de determinados atos, mas é particularmente rigorosa no caso de delitos sexuais, como abuso de crianças e estupro. Esses processos terminam, em muitas ocasiões, com sentenças de prisão perpétua ou morte por enforcamento. O Irã é um dos países que mais executam prisioneiros no mundo. Em um único mês, dezembro de 2011, foram 600 execuções.

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