No interior, policiais civis não registram ocorrências da PM

Em Jales, policiais civis fizeram manifestação nesta sexta em resposta ao confronto de quinta na capital paulista

17 de outubro de 2008 | 17h27

No interior de São Paulo, policiais civis deixaram de registrar ocorrências da Polícia Militar. O ato é em protesto ao confronto de quinta-feira na capital e a falta de diálogo com o governo do Estado em relação à greve da Polícia Civil - que começou há mais de um mês.   Veja também: Em reunião, policiais civis organizam paralisação nacional Confronto entre policiais deixou pelo menos 32 feridos Para Serra, não houve intransigência em conflitos de São Paulo Marta acusa Serra de 'incapacidade' de negociar o confronto Confronto 'desgasta' imagem das polícias, afirma Tarso 'É preciso restabelecer a calma', diz FHC sobre conflitos em SP Policiais civis do País podem parar em apoio à categoria em SP Futuro da greve preocupa e divide sindicatos e associações Erro de planejamento piorou situação do conflito entre polícias 'Teve policial atirando contra o Palácio dos Bandeirantes', conta o jornalista Marcelo Godoy  Galeria de fotos do conflito no Morumbi Policiais civis e militares entram em confronto em SP; assista  'PM tem obrigação de manter a ordem', diz José Serra  Manifestação de Polícia Civil foi feita por "minoria", diz Marrey Paulo Pereira da Silva diz que José Serra não está aberto ao diálogo  Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve' Todas as notícias sobre a greve       Em Dracena, os civis se recusaram a registrar boletins de ocorrências levados às delegacias pela Polícia Militar. "Não vamos receber nenhuma ocorrência apresentada pelos policiais militares, a não ser que o caso seja grave", afirmou o policial Milton Matos, chefe dos 11 investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Com a recusa, as viaturas da Polícia Militar sequer passam na frente dos distritos.   Em cidades como Marília e Presidente Prudente, o clima também é de revolta. "O atendimento está bem limitado, a animosidade e o constrangimento aumentaram depois daquela "recepção", resumiu com ironia o investigador Paulo, da Delegacia Seccional de Marília. Já André, chefe dos investigadores da DIG, comentou que "estamos revoltados e quem não estaria?" O comando de greve, em Prudente, criticou o governo por "lançar cavalos contra os grevistas".   Nesta sexta, policiais civis fizeram uma manifestação em Jales, a 585 km de São Paulo. Eles fizeram um protesto com um desfile de viaturas pelas ruas centrais da cidade. Segundo representantes do comando de greve na região, que pediram anonimato, participaram da manifestação em Jales cerca de 200 policiais, com a utilização de 50 veículos oficiais e até um ônibus alugado. Também participaram da manifestação policiais vindos de Fernandópolis, Catanduva e Araçatuba.   Ribeirão Preto   Em Ribeirão Preto, os policiais civis continuariam na operação-padrão feita durante o mês de greve: registrando e atendento apenas as ocorrências urgentes e graves. "Com certeza, a Polícia Civil fará a sua função, e a Polícia Militar deverá fazer o serviço preventivo, independente desse lamentável confronto, que nunca poderia ter ocorrido", disse a presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto (Sinpol), Maria Alzira da Silva Corrêa.   "A greve é legal e as reivindicações são justas", emendou ela. O Sinpol de Ribeirão Preto abrange cerca de 2.100 policiais civis de 93 municípios. Segundo ela, três policiais civis da região se feriram durante o confronto de quinta-feira na capital paulista.   (Com informações de Sandro Villar, Paulo Reis Aruca e Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo.)

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