No interior de São Paulo, chuva forte deixa desabrigados

Temporal de uma hora e meia provocou estragos em 800 casas de Capivari, na região de Campinas

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2009 | 10h20

Ao menos 42 famílias, o equivalente a cerca de 3.500 pessoas estão desabrigadas e alojadas em espaços públicos após a chuva forte que atingiu Capivari, na região de Campinas, entre a noite do domingo, 27, e a madrugada desta segunda-feira, 28. De acordo com a Defesa Civil do município de 46 mil habitantes, 800 casas foram afetadas. Parte delas chegou a ficar submersa durante o pico da chuva.

 

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Rio Capivari alaga e inunda casas; imagem do bairro Moretto. Foto: Carlos Bassan/AAN

 

Com o auxílio da Guarda Municipal, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e departamentos da Prefeitura, as famílias foram retiradas de suas casas e contabilizavam os prejuízos causados pela chuva e o transbordamento do Rio Capivari. De acordo com a Secretaria Municipal de Defesa Social, não há registro de mortes ou pessoas com ferimentos graves.

 

As vítimas da tempestade que teve seu pico entre 18 horas e 19h30 deste domingo e voltou a cair em 14 bairros da cidade segundo a Defesa Civil foram levadas para cinco abrigos - três escolas municipais e dois centros esportivos. "Antes, o problema com a chuva era mais localizado. Agora, há ocorrências em 14 bairros", afirmou a diretora da Defesa Civil de Capivari, Neusa Vilares Silva. Segundo ela, os bairros mais prejudicados foram Moretto, Juventus, Ribeirão e Vila Balan.

 

A cidade registrou acúmulo de 151 milímetros de chuva em uma hora e meia, o equivalente ao volume de chuva de três meses normais. O nível de água do Rio Capivari estava, na manhã desta segunda-feira, três metros e meio acima do normal. A equipe da Defesa Civil trabalhou durante todo o dia, desde a madrugada, para ajudar as famílias e na limpeza dos bairros atingidos - só o centro da cidade teve cinco vias completamente alagadas.

 

Houve pontos de registro de curto-circuito e o fornecimento de energia elétrica chegou a ser interrompido, a pedido das autoridades competentes, para impedir acidentes enquanto as famílias eram removidas. "Orientamos as pessoas a não ficarem nas casas tentando salvar as coisas e a não deixarem seus filhos em contato com a água, que pode estar contaminada", afirmou a coordenadora da Defesa Civil.

 

O órgão municipal recebeu ao menos mil ligações durante a noite e teve de pedir o apoio da Guarda Municipal para o atendimento às chamadas telefônicas. No último dia 19, o órgão municipal liberou as casas de 14 famílias castigadas por uma enchente registrada no dia 14 de dezembro. "Nossa cidade está praticamente ilhada, com dois locais de entrada e saída", afirma Neusa. As entradas liberadas são a Avenida Brigadeiro Faria Lima e o acesso pela Rodovia do Açúcar. A Secretaria de Educação de Capivari fornecerá alimentação aos desabrigados.

 

Texto atualizado às 21h03.

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