'No hospital não foi ruim, mas a gente se sente só'

Dona de casa quis fugir do ambiente hospitalar na segunda gestação

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

09 Março 2014 | 02h05

Após ter a primeira filha, há 9 anos, em uma maternidade, a dona de casa Bruna de Oliveira, de 30 anos, quis fugir do ambiente hospitalar na segunda gestação. "O atendimento no hospital não foi ruim, mas a gente se sente meio sozinha, fica todo o trabalho de parto numa salinha, sem ninguém", conta.

Ela e o marido, o empresário José Odirlei de Almeida, de 34 anos, optaram pela Casa de Parto no nascimento de Miguel, de 2 meses. "Quando tivemos nossa primeira filha, estávamos em uma maternidade, mas ninguém dava informação, ficávamos em pânico com as dores. Na Casa de Parto, achei que foi algo mais individualizado", diz Almeida.

A irmã mais velha do pequeno Miguel também ajudou no parto. "Ela e o pai cortaram o cordão umbilical. Ela queria muito ver esse momento. Foi especial", diz Bruna.

Uma história familiar também estimulou a auxiliar de coordenação Sthepany Amaral de Souza, de 20 anos, a optar pela unidade de Sapopemba. "Moro na região e minha mãe teve meu irmão aqui. Morro de medo de hospital e aqui me senti mais confortável. Nem doeu tanto o parto", conta. A filha, Sofia, está com 7 meses.

Defensora do parto natural após ter a filha Maria na Casa de Parto, em 2011, a chefe de cozinha Reila Miranda, de 34 anos, criou a Associação Casa da Borboleta, no Tatuapé, zona leste, que tem oficinas que esclarecem sobre o procedimento, além de oferecer atividades para gestantes, mães e bebês. "Um dos objetivos da associação é divulgar a Casa de Parto. Falta muita informação."

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