HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

No frio, ciclistas e pedestres passeiam na Avenida Paulista fechada para carros

É a primeira abertura oficial da pista para pedestres aos fins de semana após audiências públicas e eventos de teste

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

18 de outubro de 2015 | 11h24

(Atualizado às 12h24)

SÃO PAULO - Com céu nublado e termômetros na marca dos 17° C, ciclistas e pedestres ocupam a Avenida Paulista, região central da cidade, neste domingo, 17 -- o primeiro oficialmente fechado para carros pela Prefeitura de São Paulo. Nas edições anteriores, o evento era considerado teste.

Em menor número do que nas edições anteriores, ciclistas e skatistas percorrem a via ao lado de pessoas que caminham pela pista, algumas delas com os filhos. 

A Prefeitura liberou uma faixa de circulação para carros no trecho da pista sentido Paraíso, até Rua Haddock Lobo. A faixa está sendo usada para o motorista acessar a Alameda Santos, via apontada pela administração municipal como rota alternativa. 

A abertura da Paulista como espaço de lazer para as pessoas começou às 9h15. No início da manhã,  a maior parte do público era formado por pedestres e ciclistas. Os paulistanos também aproveitam a Avenida para passear com  crianças e animais de estimação.

Um dos que mais chama atenção na Paulista é o urbanista e ator Ricardo Oliva, de 28 anos, que se vestiu do personagem Senhor Coxinha, criado por e mesmo, para ironizar adeptos do automóvel. "Sou um defensor ativista da bicicleta. O personagem reproduz o discurso conservador, mas como sátira", diz.

A fantasia, confeccionada basicamente com espuma e arame, custou a Oliva cerca de R$ 100. Bigode, oculos, gravata, calça e sapato social completam o figurino. Acompanhado por duas pessoas, eles gravam um vídeo para publicar na internet. "Tratamos de temas polêmicos, como ciclovia, redução da velocidade e faixa verde para pedestres", afirma. Em média,  cada pastagem tem 4 mil visualizações.

O casal de amigos formado pela design gráfica Aline Santos, de 24 anos, e o analista de sistemas Jhonata Cruz, de 26, resolveu aproveitar a Paulista para andar de patins. "É mais uma área de lazer na cidade, onde não há tantas opções", diz Aline, que saiu de Perus, na zona oeste, para se divertir na avenida mais famosa da cidade.

"A gente já passa por bastante estresse no trânsito a semana inteira. Agora tem o domingo pra aproveitar sem carro", diz Cruz, morador da Freguesia do Ó, na zona norte.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitora o trânsito da região e informa que, até as 11h30, nenhuma ocorrência relevante vinha ocorrendo nas ruas do entorno, usadas como alternativa ao trânsito fechado da avenida


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