No exterior, empresas são obrigadas a fornecer dados

No Brasil, as informações ainda são escondidas; média de extravio nos EUA é de 3,6 malas por mil passageiros

, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2010 | 00h00

Enquanto as companhias aéreas nacionais guardam a sete chaves seus números de problemas com bagagens, empresas dos Estados Unidos e da Europa são obrigadas a fornecer as informações todos os meses. A partir desses dados, as agências de transporte aéreo elaboram rankings que servem de parâmetro para medir a eficiência das companhias, a exemplo do que é feito com os números de atrasos e cancelamentos de voo.

O mais recente relatório divulgado pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos indica que, em maio, a média de problemas com bagagens das companhias americanas foi de 3,65 por mil passageiros. Juntas, as 18 empresas ranqueadas perderam, extraviaram ou danificaram 164 mil bagagens.

Na Europa, o índice de extravio de bagagens foi de 13 por mil passageiros, segundo a última medição, entre novembro de 2008 e março de 2009, da Associação Europeia de Companhias Aéreas (AEA, na sigla em inglês).

Ranking. Pelo ranking de maio, a companhia americana com melhor desempenho entre as 18 avaliadas foi a Airtran Airways, com índice de 1,52 problema com bagagens por mil passageiros. Entre as empresas que operaram rotas no Brasil, a melhor classificada foi a Continental Airlines (2,27), seguida pela United Airlines (3,05), Delta Airlines (3,50) e American Airlines (3,87).

Na Europa, de acordo com relatório da AEA, a companhia que apresentou melhor índice por mil passageiros foi a Turkish Airlines (4,5). Entre as que mantêm voos regulares para o Brasil, a Swiss Airlines teve a melhor colocação, com índice de 9 extravios por mil passageiros. Na sequência estão a Lufthansa (10,9), a KLM (14,4), a British Airways (15,6), a TAP (17,3), a Air France (18,9) e a Iberia (19,2).

Os dados da Alitalia, da Air Lingus (da República da Irlanda), da JAT Airways (da Sérvia) e da Olympic Airlines (da Grécia) são os únicos que não constam do relatório. A última encerrou suas atividades em setembro do ano passado.

Reclamações. Assim como no Brasil, as reclamações sobre problemas com bagagens ocupam a segunda posição no ranking do Departamento de Transportes dos Estados Unidos. A diferença é que lá o item que engloba atrasos, cancelamentos e falhas em conexões aparece na primeira colocação - aqui, as queixas sobre mau atendimento são maioria. O órgão americano registrou 136 queixas sobre bagagens em maio deste ano, ante 95 no mesmo mês de 2009 - um aumento de 43%.

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