Alexandro Auler
Alexandro Auler

No Engenhão, Paul encanta 45 mil

Depois de um dia relaxante - que teve até massagens -, o ex-beatle fez o primeiro dos dois shows planejados no Rio

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2011 | 00h00

Paul McCartney não foi tão britânico no primeiro show da turnê Up and Coming que o trouxe ao Rio 21 anos depois de sua estreia em palcos brasileiros. Passados sete minutos do horário previsto, boa parte dos eufóricos fãs no gramado do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, se manifestava contra a demora, enquanto o sistema de som tocava hits dos Beatles.

Enfim, o ídolo deu o ar da graça com 14 minutos de atraso. De calças pretas, camisa branca e blaser azul claro, repetiu um gesto visto em outros shows, molhando a ponta do dedo indicador na boca, tocando o ar e o sacudindo, dando a entender que a temperatura estava alta. Diferentemente dos shows vistos em São Paulo e Porto Alegre, abriu o roteiro com Hello, Goodbye, como nas apresentações da semana passada no Chile e no Peru, acompanhado em coro estrondoso pelo público.

Na plateia, de 45 mil pessoas a habitual mistura de fãs de várias gerações, famílias inteiras, grupos de turistas e cariocas, que foram saudados pelo ex-Beatle em português ensaiado. "Olá, Rio. E aí, cariocas. Boa noite, Brasil. É ótimo estar de volta ao Rio", disse. Mais adiante repetiu frase ouvida nos shows em São Paulo: "Esta noite vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês."

O som que estava meio abafado nas primeiras canções começa a melhorar em Letting Go e Drive My Car. Em noite estrelada e um pouco fria, Paul ainda emocionou o público com a balada The Long and Widing Road, ao piano, e iria prosseguir provocando muita euforia com outros clássicos dos Beatles e da carreira solo, como Blackbird, And I Love Her, Hey Jude e Yesterday. Nesta segunda, ele faz o segundo e último show no Rio, com ingressos que chegam a R$ 700.

Relaxamento. O domingo de Paul começou com um banho de sol diante da praia mais famosa do Rio e uma massagem especial na suíte do luxuoso Hotel Copacabana Palace, na zona sul. O cantor aproveitou para relaxar longe dos olhos do público. Por volta de 10h30, o músico e sua noiva, Nancy Shevell, deixaram o quarto para tomar sol na sacada privativa da suíte. Com uma câmera filmadora, o ex-Beatle registrou imagens da paisagem da orla de Copacabana.

No início da tarde, dois massagistas foram recebidos por Paul e Nancy. Batedores chegaram pouco depois ao hotel para escoltar o cantor até o Engenhão. Milhares de pessoas formavam longas filas diante dos portões do estádio, abertos às 17 horas. A produção do evento, porém, permitiu que cerca de 300 fãs, que acampavam há dias no local, entrassem no estádio minutos antes do horário oficial de abertura dos portões.

Outras 200 pessoas assistiram à passagem de som, que começou pouco antes de 16 horas. Esses espectadores pagaram ingressos de US$ 1,7 mil cada para fazer parte de um camarote especial organizado pela produção internacional de McCartney, ganhando o direito de acompanhar a preparação da banda. / COLABORARAM BERNARDO MOURA, ESPECIAL PARA O ESTADO, E ROBERTA PENNAFORT

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