NO CORCOVADO, TREM DEMORA 2H

Espera aumenta até três vezes no fim de semana

HELOISA ARUTH STURM / RIO, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 02h02

Os turistas que ainda quiserem visitar o Corcovado durante a alta temporada no Rio vão precisar de muita paciência. Ontem de manhã, o tempo de espera para pegar o trem que leva ao Cristo Redentor era de duas horas. Mas nos fins de semana e feriados pode demorar até três vezes mais. Com poucas opções de lazer e compras no entorno da área de bilheteria, além de poucas cadeiras e um espaço sem ar-condicionado, crianças e idosos acabam sofrendo mais com a espera.

"Chegamos às 11h30 e só tinha ingresso para as 14h. É complicado vir com criança, porque não tem uma área de alimentação adequada e só dá para comprar umas besteirinhas", disse a professora Vivian Guimarães, que levou a mãe, a sobrinha e o filho de 8 anos para visitar o local pela primeira vez. A aposentada Thereza Novaes, de 77 anos, mãe de Vivian, desistiu de acompanhá-los no passeio. "Tem muita gente e não posso ficar tanto tempo em pé. Vou voltar de táxi."

Para diminuir as filas, a empresa que opera o trem ofereceu recentemente um serviço de compra de ingressos online (www.corcovado.com.br) onde há opção de fazer uma visita agendada, escolhendo o dia e o horário do bilhete. O valor do ingresso é o mesmo da bilheteria (R$ 46), e o cliente paga R$ 3 de taxa de conveniência.

Há visitantes que preferem usar o serviço de vans oferecido por motoristas a poucos metros da bilheteria do trem - legalizados ou não. Mas as vans só levam até a uma parte do caminho.

O restante da viagem, já na estrada que leva ao Cristo Redentor, é feito por vans conveniadas, que cobram R$ 26 pelo trajeto. "Achei incômoda a abordagem dos que fazem transporte irregular, que ficam pressionando a gente para subir com eles", disse a comerciante paulista Núbia Araújo.

A opção de seguir viagem em carro particular até o ponto de encontro das vans autorizadas também não é muito conveniente, já que há poucas vagas de estacionamento. Em dias de maior movimento, os visitantes chegam a deixar o veículo a uma distância de até um quilômetro da área de acesso ao Corcovado, e precisam andar para percorrer o trajeto.

Mas houve também quem não se sentiu incomodado com a espera. O casal de alemães Johaness e Gisela, em seu segundo dia de visita ao Rio, não se importou. "Eu não achei que ia demorar tanto, mas os turistas certamente vão esperar em qualquer lugar. Se você for a um museu em Berlim, ou a Roma, é a mesma coisa", disse Johaness, que esteve no Brasil pela primeira vez há 52 anos. "Pelo menos está agradável aqui, sem chuva ou frio. E a foto do que tem no ticket do trem é muito bonita", brincou.

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