No check-in, o celular toma lugar do papel

Companhias apostam cada vez mais no embarque eletrônico para acelerar processo

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2013 | 02h05

A ideia do "self-service" está se difundindo nos aeroportos do Brasil. Começou com o check-in pela internet, passou pelo totem de autoatendimento e chegou ao smartphone. Até pouco tempo atrás, ainda era preciso necessariamente ter em mãos o cartão de embarque impresso para entrar no avião. Agora, Gol e TAM - que juntas representam 75% do mercado de aviação civil do Brasil - estão ampliando o sistema de embarque totalmente eletrônico, sem uso de papel em qualquer fase do processo.

Em todos os voos operados pela TAM, já é possível embarcar tendo apenas um smartphone em mãos, desde que o passageiro esteja sem bagagem. Ao fazer o check-in pelo celular, o cliente recebe um código bidimensional, que funciona como cartão de embarque eletrônico. Basta apresentá-lo ao agente aeroportuário antes de entrar na área restrita. Também é possível fazer o check-in em qualquer computador e solicitar o envio do código para o celular, via mensagem de texto.

Na Gol, o sistema sem papel ainda está em fase de testes e funciona apenas em voos com origem nos Aeroportos de Congonhas, Brasília e Porto Alegre. No entanto, a ideia é que até fevereiro a tecnologia esteja disponível em todo o País.

"Começamos em voos domésticos e agora já oferecemos o embarque sem papel em voos internacionais, para Milão, Frankfurt e Montevidéu, por exemplo", explica Antônio Luna, gerente de tráfego da TAM. Ele explica que em alguns aeroportos a adesão ao autoatendimento é maior - geralmente nos que têm mais passageiros com perfil corporativo, como é o caso de Curitiba, Porto Alegre, Confins, Brasília e Congonhas.

"Em lugares como Curitiba e Porto Alegre, quase 60% dos nossos passageiros são adeptos do autoatendimento, seja o check-in via web, por totem ou pelo smartphone", diz o gerente de tráfego da TAM. Além disso, de agosto a dezembro de 2012, 32% dos embarques da companhia aérea foram feitos com o uso de alguma modalidade de check-in antecipado.

O consultor em investimentos Bruno Prellwitz, de 26 anos, chega a Congonhas 20 minutos antes do voo, com o check-in já feito. "Principalmente em voos muito cedo, qualquer minutinho faz diferença para poder dormir um pouco mais."

Tecnologia. Oferecer cartão de embarque eletrônico não é suficiente para o procedimento sem papel dar certo. É preciso que a administradora do aeroporto tenha um leitor de código compatível com smartphones. Nos aeroportos hoje administrados pela iniciativa privada - Cumbica, Brasília e Viracopos -, isso não é um problema.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) diz que precisou de um tempo para se adaptar, mas hoje já tem o aparelho que lê o cartão de embarque tanto impresso quanto eletrônico nos principais aeroportos sob sua administração, como Galeão, Congonhas, Santos Dumont e Salvador, para citar alguns. Em 13 deles, porém, essa tecnologia ainda não está disponível: Corumbá, Tefé, Carajás, Altamira, Cruzeiro do Sul, Tabatinga, Campos, Macaé, Uberaba, São José dos Campos, Criciúma, Pelotas e Uruguaiana.

"É o que chamamos de aeroporto inteligente. O passageiro é independente e não fica em filas e aglomerados. Isso se traduz e conforto", afirma Elbson Quadros, diretor de contas da empresa de tecnologia aeroportuária Sita. / NATALY COSTA

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