No centro, flanelinhas espantam motoristas

A presença dos flanelinhas nas ruas do centro de São Paulo faz com que 74% dos paulistanos se afastem da região, segundo pesquisa da consultoria de Engenharia de Tráfego TTC. Os guardadores de carros, no entanto, não são o único problema da área, na opinião dos 750 motoristas entrevistados.

O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2012 | 03h03

A maioria deles acha que o centro reúne as piores condições para estacionar na cidade. Para 80% dos paulistanos, faltam vagas de rua na região e 79% dizem que os locais para parar na rua, mesmo com Zona Azul, são "desorganizados".

Nem os estacionamentos particulares satisfazem seus clientes, de acordo com o estudo da TTC. Dos motoristas consultados, 72% dizem que as garagens privadas não trazem segurança para seus veículos.

O consultor Érico Zamboni, da TTC, diz que os problemas do centro estão relacionados ao uso de imóveis inadequados. Estabelecimentos usam o andar térreo de prédios e muitos deles não foram planejados para ser garagem. São salões adaptados. "São lugares desorganizados, sem lugar para esperar o carro ser retirado e com dificuldade de acesso", diz.

Quem usa o serviço na região central concorda. "Às vezes, você chega a um estacionamento e ele está lotado. Quando consegue, o sujeito cobra R$ 30 por hora e, quando você vai ver, o carro fica em um lugar feito de qualquer jeito, de paredes com cimento rebocado. Você duvida de que eles tenham seguro", afirma o consultor Valter Zanutto Campos, de 49 anos. / B.R.

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