Epitácio Pessoa/AE
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No centro, 29 lojas e 189 lixeiras depredadas após ato em SP

350 pessoas fazem a limpeza de ruas da região central atingidas por pequeno grupo depois de manifestação pacífica por redução de tarifa do transporte

Caio do Valle e Victor Vieira - O Estado de S. Paulo

19 Junho 2013 | 11h50

O subprefeito da Sé, Marcos Barreto, afirmou na manhã desta quarta-feira, 19, que 29 estabelecimentos comerciais foram depredados na noite dessa terça, 18, durante o tumulto ocorrido na região central após a manifestação pacífica que pede a redução do preço das passagens de transporte público. De acordo com ele, esses locais - entre lojas e bancos - foram pichados, saqueados ou incendiados.

Os principais pontos de vandalismo foram as Ruas Direita, São Bento e XV de novembro. Houve 12 pontos com muitas pichações no centro. Dois prédios tombados pelo patrimônio histórico tiveram as fachadas pichadas: a sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, e o Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo. Além disso, vidros foram quebrados e portas danificadas na entrada do edifício onde fica o Poder Executivo.

Barreto afirmou que 189 lixeiras de plástico penduradas em postes foram arrebentadas. O pórtico projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha na Praça do Patriarca também sofreu pichações. "É difícil estimar o custo (do prejuízo)", disse o subprefeito, acrescentando que a Prefeitura não pode ser responsabilizada pelos atos que culminaram em destruição. Por isso, não deve arcar com a reparação dos imóveis privados atingidos.

Segundo o subprefeito, 350 pessoas foram acionadas para fazer a limpeza das ruas do centro e imediações da Avenida Paulista e da Rua Augusta. Uma equipe do Departamento do Patrimônio Histórico já foi acionada para verificar a melhor maneira de limpar as fachadas dos prédios tombados. A limpeza deve começar ainda nesta quarta e terminar nos próximos dias.

As quatro bandeiras de São Paulo hasteadas no Viaduto do Chá também foram destruídas, além das três que estavam na frente do prédio da Prefeitura. Elas serão repostas. O monumento "Guanabara", diante do edifício, também foi danificado.

O subprefeito foi questionado, mas não respondeu sobre a atuação da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, subordinada à Prefeitura.

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