No CDP, 42 presos ocupam espaço para 14

Dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo de Pedrinhas, a comissão encontrou superlotação, sujeira e marcas de agressão nos presos. Uma das situações que mais chamaram a atenção foi a aglomeração em duas celas, uma para oito presos e outra para seis, com 21 homens em cada. "Lá, nas celas vizinhas, são mantidos presos de facções rivais que escutam tudo que os outros dizem", disse o advogado Rafael Silva, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2014 | 02h05

Silva afirma que também foram encontrados vários presos com marcas de balas de borracha e de agressões. Segundo ele, outro problema é a questão de higiene. "Os presos reclamam que a comida está azeda e a água que eles bebem é suja, e escorre de um cano sem nenhuma espécie de filtro."

"Nós estivemos aqui várias vezes no sistema, acompanhamos, vimos uma fragilidade, informamos isso e infelizmente nenhuma atitude foi tomada", afirma a deputada Eliziane Gama (PPS). O Estado revelou a precariedade dentro do sistema na edição de ontem, quando conversou com um preso por telefone celular.

Integrante da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Zema Ribeiro diz que, segundo detentos, policiais afirmam que só esperam uma rebelião para fazerem um novo massacre do Carandiru, em referência à morte de 111 presos na invasão policial à Casa de Detenção, em São Paulo, em 1992. / A.R.

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