Renato Cerqueira/Futura Press
Renato Cerqueira/Futura Press

No calor do verão, protestos migram para o ar condicionado dos shoppings

Travestis pediram acesso a banheiros femininos no Center 3, enquanto jovens tentaram entrar no shopping JK Iguatemi e foram expulsos pela PM do shopping Metro Itaquera

Estadão,

12 de janeiro de 2014 | 12h30

 

SÃO PAULO - Os protestos migraram das ruas quentes deste verão de 2014 para o ar condicionado dos shoppings.

No último fim de semana (11 e 12 de janeiro), frequentadores de pelo menos três importantes centros de compras de São Paulo foram surpreendidos por manifestantes que marcaram encontro pelas redes sociais.

Além de duas convocações para os chamados 'rolezinhos', nos shoppings JK Iguatemi e shopping Metrô Itaquera, um grupo entrou no shopping Center 3, na Avenida Paulista, para protestar pelo direito dos transexuais frequentarem os banheiros femininos.

Entre os cartazes, havia frases como "Não se nasce mulher, torna-se. Simone Bevoir" e  "Minha identidade é feminina, liberem o banheiro feminino".

Os encontros de jovens marcados pelas redes sociais nos shoppings não são apenas sintoma da falta de opções de cultura e lazer ou vontade de fazer bagunça.

No FAcebook e Twitter, muitos internautas defendem 'acesso democrático' aos shoppings e dizem que 'rolezinho' de rico é 'fhash mob', nome dado a aglomerações instantâneas combinadas para surpreender as pessoas em locais públicos. 

 

Tumulto. No protesto no shopping Metrô Itaquera, a Policia Militar usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar cerca de três mil jovens que marcaram encontro pela internet para o final da tarde de sábado.

O Shopping JK Iguatemi preveniu-se com uma liminar judicial que autorizava multas de até R$ 10 mil para quem participar dos encontros convocados pelas redes sociais como o Facebook e Twitter. Outros shoppings da capital e interior também estão pedindo medidas liminares semelhantes. Pelo menos outros quatro já conseguiram: Campo Limpo e Metrô Itaquera, em São Paulo, e iguatemi e Dom Pedro, em Campinas.

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