No bonde com Mário de Andrade

Um passeio pela São Paulo das primeiras décadas do século 20. O recém-lançado livro O Arlequim da Pauliceia, de Aleilton Fonseca (Geração Editorial, 296 páginas, R$ 29,90), mostra o amor que nutria pela capital paulista o poeta, romancista, musicólogo, historiador, crítico de arte e fotógrafo Mário de Andrade (1893-1945) - este multifacetado modernista, um dos mais conhecidos participantes da Semana de Arte Moderna de 1922.

EDISON VEIGA, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2013 | 02h04

O livro proporciona ao leitor um verdadeiro passeio com o modernista Mário de Andrade - de bonde, sob a garoa ou nas noites frouxamente iluminadas por lampiões. Entre poemas e relatos, é possível acompanhar a construção de marcos paulistanos, como o Teatro Municipal, a Catedral da Sé e o Edifício Martinelli. Costumes, hábitos e estilos da época também são destacados - tanto nos homens de terno, gravata e chapéu quanto nas mulheres vestidas como elegantes francesas.

A atmosfera é completada com as descrições dos primeiros automóveis importados e o deslumbramento diante dos grandes prédios que começavam a tomar conta da paisagem do centro da cidade.

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