Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

No aniversário de SP, Avenida Paulista tem rock e rap para crianças

Em comemoração à data, Prefeitura organizou shows, oficinas e apresentações de teatro para os pequenos

Fabiana Cambricoli e Tiago Queiroz, O Estado de S. Paulo

25 Janeiro 2016 | 17h19

SÃO PAULO - Fechada para carros por causa do feriado do aniversário de São Paulo, a Avenida Paulista virou um complexo de diversões infantil na tarde desta segunda-feira, 25. Em comemoração à data, a Prefeitura organizou shows, oficinas e apresentações de teatro para os pequenos, que tomaram as faixas da via com carrinhos, bicicletas, patinetes e muita animação.

Na esquina da Paulista com a Rua Peixoto Gomide, foi montada uma "pistinha" de rap e groove, onde se apresentou a MC Sofia, de 11 anos, que vive na Cohab Raposo Tavares, na zona oeste, e canta hip hop desde os seis anos. No repertório, composições da própria menina que exaltam a mulher negra e os moradores da periferia. Acompanhada de duas dançarinas mirins de break e de um DJ de 14 anos, a pequena cantora arrancava aplausos dos adultos e passinhos das crianças. "Acho muito legal já ter essa valorização da cultura negra desde cedo", diz a dona de casa Eneide Peters, de 52 anos, baiana que mora na Holanda há mais de 30 anos e que está de férias no Brasil com a filha e a neta.

No quarteirão seguinte, foram os pais amantes de rock que encontraram uma atração para os seus filhos. Também como parte da programação especial para o aniversário da cidade, os músicos da banda Beatles para Crianças se apresentaram em um palco montado pela Prefeitura. "A gente adora Beatles e esse tipo de atração acaba envolvendo tanto os adultos quanto as crianças. Cria uma conexão em que a família toda se diverte", diz o representante de comunicação Emilson Laurindo, de 40 anos, que foi à Paulista acompanhado da mulher, a dona de casa Rosane Albuquerque, de 40 anos, e da filha Julia, de 2 anos, que não parava de dançar ao som de clássicos da banda inglesa, como Ticket to Ride e Here Comes the Sun.

Outra atração bastante disputada foi a oficina de horta para crianças, na qual cada participante podia escolher o que plantar e levava as mudas para casa. Luiza, de 10 anos, quis plantar pés de morango, salsa e manjericão. "Hoje as crianças não têm a oportunidade de ter contato com a produção dos alimentos. Por isso essa iniciativa é bem legal", diz a professora Julia Takeda, de 45 anos, mãe de Luiza.

Para os adultos, várias atrações que já acontecem em alguns domingos, como apresentações de músicos de rua, food trucks e feiras de artesanato, também estiveram presentes neste feriado. Na altura do prédio da Fiesp, onde ocorre a feira gastronômica, a Prefeitura cedeu o espaço para a realização de rodas de samba. "Passar o aniversário de São Paulo em um samba tem tudo a ver com a cidade", afirmou a administradora Ana Paula Guimarães, de 31 anos, que curtia o som com o noivo. Os grupos Samba da Sedinha, Samba da Guarani e Terreirão do Sobral, todos da zona sul, se revezaram nas apresentações, marcada por clássicos do samba paulista, como canções dos Demônios da Garoa, e outras músicas famosas do gênero.

Roubos. A tarde na Avenida Paulista não foi apenas de calmaria. Por volta das 16h30, um homem acusado de roubar um celular entrou correndo no calçadão onde ocorria a roda de samba seguido por uma jovem, supostamente a dona do aparelho, e outros homens. Ele foi imobilizado por pessoas que assistiam à apresentação e levou alguns socos. Em seguida, foi levado até uma viatura da Polícia Militar e preso. O celular foi recuperado.

Não tiveram a mesma sorte um casal de moradores do Campo Belo, zona sul, que havia ido à Paulista para pedalar. Ao parar em frente ao Shopping Pátio Paulista para usar o banheiro, eles deixaram as duas bicicletas presas à um paraciclo e, quando voltaram, não encontraram mais os veículos. "Foi coisa de 20 minutos e o local estava lotado. Como alguém chegou lá, estourou a corrente e ninguém viu?", questiona o administrador D., de 40 anos, que não quis ter o nome divulgado. Cada uma das bicicletas valia R$ 3 mil. Segundo guardas civis metropolitanos ouvidos pela reportagem, o furto de bikes têm se tornado cada vez mais comum na região.


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