No anel viário, problemas a cada 1,7 quilômetro

Os principais eixos de ligação da cidade, formados pelo anel viário em torno do centro expandido, pelas ligações leste-oeste e norte-sul, têm uma média de um buraco a cada 1,7 quilômetro. O número foi obtido pela reportagem ao percorrer todos esses trechos nos dois sentidos na quarta-feira, entre 11h35 e 18h35, quando foram encontrados 99 buracos em 167 quilômetros.

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2012 | 03h02

No anel viário, foram percorridas as Marginais do Tietê e do Pinheiros, a Avenida dos Bandeirantes, Complexo Viário Maria Maluf, Avenidas Tancredo Neves, das Juntas Provisórias, Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello e Salim Farah Maluf. No corredor norte-sul, foi percorrido o trecho entre as Avenidas Santos Dumont e 23 de Maio, e no leste-oeste o trecho entre as Avenidas Francisco Matarazzo e Alcântara Machado.

Com 39 buracos, a Marginal do Tietê foi a que teve o pior resultado, especialmente entre as Pontes Julio de Mesquita Neto e a junção com a Marginal do Pinheiros. Outros trechos problemáticos foram o Elevado Costa e Silva e a Avenida Salim Farah Maluf: o primeiro por conta de rupturas nas juntas de dilatação das pista; a segunda pela grande quantidade de ondulações e dobras, especialmente no trecho após a Anhaia Mello, sentido Marginal do Tietê. "Faço alinhamento a cada dois meses por causa disso", disse o publicitário Fábio Neves, de 33 anos, enquanto abastecia em um posto na Salim.

Para o professor de engenharia civil do Mackenzie Alfredo Maria Savelli, secretário de Infraestrutura da Prefeitura entre 1997 e 1999, uma das principais causas dos buracos é o crescimento da frota, sobre um sistema viário que não se expande na mesma velocidade. Outro fator seria a frequência de reparos. "Você deve renovar permanente cerca de 20% do pavimento da cidade. É assim em países como a Suíça." /F.T.

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