No 1º domingo com varrição, lixo se acumula no centro

Moradores de bairros da região dizem ter visto os novos garis, mas reclamam que pouca coisa mudou e cidade ficou mais um dia suja

MONIQUE ABRANTES , JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2011 | 03h02

Os serviços de limpeza e varrição previstos pelo novo contrato com os consórcios Soma e São Paulo Ambiental não começaram como deveriam. Durante a manhã e a tarde de ontem, o centro da cidade tinha lixo espalhado por calçadas e vias. O novo contrato, de R$ 2,25 bilhões e duração de três anos, prevê que as empresas formadoras dos consórcios façam a limpeza também aos domingos, o que não ocorria anteriormente.

Serviços de poda e corte de vegetação podiam ser observados ao longo da Marginal do Pinheiros. De acordo com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, cerca de mil funcionários das Subprefeituras de Pinheiros, Lapa e Butantã participaram do mutirão.

Por outro lado, o acúmulo de lixo era observado em ruas e avenidas do centro. Pela primeira vez, o jornaleiro Daniel de Souza disse que viu garis varrendo a Praça Princesa Isabel em um domingo. "Quatro deles vieram por volta das 10 horas. Mas logo estava sujo novamente. E ninguém mais apareceu depois."

Além da sujeira habitual da praça, o local acumulava também o lixo deixado por participantes de um evento religioso. Até as 13h50, apenas um funcionário da limpeza foi visto pela região. Mesmo assim, a varrição não foi feita. Por causa disso, a chuva rápida que caiu por volta das 14h30 foi suficiente para arrastar as caixas de papelão para o meio da rua.

A mesma situação foi verificada no Largo do Paiçandu. As rodas dos carros estacionados nas vias próximas à região acumulavam papéis, pedaços de papelão, latas de alumínio e sacos plásticos. A reportagem encontrou a mesma situação na sexta-feira, quando os contratos com os dois consórcios de limpeza entraram em vigor.

A vendedora Kamila Aparecida Felipe de Oliveira, de 20 anos, afirma que viu apenas dois varredores fazendo os serviços por lá. Para ela, por ter sido o primeiro domingo a ter serviço de limpeza, pouca coisa mudou.

Pela rua. No Bom Retiro, as condições eram ainda piores. No cruzamento das Rua Anhaia e Julio Conceição, a quantidade de lixo era tão grande que obrigava pedestres a caminhar pela via. Enquanto a reportagem esteve no local, alguns funcionários do novo consórcio foram vistos perto dali, mas sem fazer a limpeza.

Os restos de alimentos deixados no Largo de Santa Cecília após a feira livre também chamavam a atenção. Até as 15 horas, horário de encerramento das atividades, nenhum varredor foi visto pelos arredores para retirada dos detritos.

De acordo com o novo contrato, a população poderá avaliar os serviços de limpeza realizados daqui para frente e as remunerações pagas às empresas poderão ser reduzidas segundo as notas recebidas. A previsão é de que o canal de contato pela central de atendimento 156 seja aberto em até 30 dias.

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