Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

No 1º dia com entrada mais rígida, espanhol não tem dificuldades

Brasileiros alegam reciprocidade e admitem até rever medidas; cônsul em São Paulo diz que 'o diálogo prossegue'

, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2012 | 03h04

No primeiro dia em que começaram a valer as novas exigências para a entrada de espanhóis no Brasil, não houve registro de problemas em São Paulo. O cônsul-geral da Espanha, José María Matres, destacou que não recebeu nenhum telefonema nem foi procurado por nenhum compatriota com dificuldades. Já o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, destacou que "as medidas não são um fim em si mesmo" e servem apenas na busca de um "equilíbrio maior" para facilitar o ingresso nos dois países.

O Brasil passou a requerer dos espanhóis passaporte com no mínimo seis meses de validade, passagem de ida e volta - e data de regresso confirmada -, e comprovante de que se pode bancar gastos de no mínimo R$ 170 por dia. O turista deve ainda apresentar comprovação de reserva em hotel já paga ou confirmada. Para hospedagem particular, terá de mostrar carta-convite de quem o hospedará.

"Trouxe uma pasta com tudo que era exigido e não pediram nada. Não entendo. Alguns pedidos fazem sentido, e outros não. Por que pedir a comprovação de renda? Essas medidas podem prejudicar o país", afirmou o turista Philios Andreou, que vinha de Barcelona. Já o empresário Jordi Bierg, também catalão, destacou que não viu "ninguém tendo problemas no desembarque". "Conversei com vários amigos na Espanha sobre as novas medidas e eles acham que deveriam é entrar em um acordo para que ninguém saia perdendo. São irmãos."

A diretora do Departamento de Comunidades Brasileiras do Ministério das Relações Exteriores, Luiza Lopes da Silva, destacou que o governo só busca a "reciprocidade" com as medidas e a decisão de revogá-las pode ocorrer rapidamente. "Há quatro anos estamos tentando negociar com os espanhóis. Estamos, até, abertos a voltar à estaca zero, como era antes: quando exigíamos apenas o passaporte." Já o cônsul-geral Matres destacou que "o diálogo entre os dois países prossegue".

O Estado entrou em contato com a Polícia Federal, para saber do tratamento dado aos espanhóis. Mas a corporação disse que não iria se pronunciar./CAMILA BRUNELLI, ESPECIAL PARA O ESTADO, COM EFE

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