Nível dos mananciais sobe após chuvas, exceto no Cantareira

Cantareira permanece com 19,7% da capacidade; no Guarapiranga, chuvas dos últimos quatro dias somam 97% do esperado para o mês

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

04 Julho 2015 | 10h49

SÃO PAULO - Com ajuda das chuvas, os principais mananciais que abastecem São Paulo registraram alta neste sábado, 4, segundo boletim divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A exceção ficou por conta do Sistema Cantareira, que manteve o mesmo volume armazenado de água do dia anterior.

Responsável por atender 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira permanece com 19,7% da capacidade, de acordo com índice que considera duas cotas de volume morto (uma de 182,5 bilhões de litros de água e outra de 105 bilhões), adicionadas ainda no ano passado. Sobre a região, a pluviometria do dia foi de 5,7 milímetros: 3,5 vezes maior do que o volume esperado em 24 horas no mês de julho (1,6 mm), segundo a média histórica. 

Considerando o índice negativo do sistema, divulgado pela Sabesp após determinação da Justiça, o Cantareira registrou queda de 0,1 ponto porcentual. Neste sábado, os reservatórios que compõem o sistema estão com -9,6%, ante -9,5% do dia anterior. Já segundo o terceiro cálculo, o manancial está estável em 15,3%. Esse número leva em consideração o volume armazenado dividido pelo volume útil somado às duas cotas de reserva técnica.

Guarapiranga. Atualmente responsável por abastecer o maior número de pessoas na capital e na Grande São Paulo (5,8 milhões de pessoas), o Sistema Guarapiranga tem sido favorecido pelas chuvas. Neste sábado, o manancial chegou à sua segunda alta consecutiva - depois de ter passado 51 dias em queda livre.

De acordo com a Sabesp, o Guarapiranga opera com 76,1% da capacidade, 1,1 ponto porcentual a mais comparado ao dia anterior, quando estava com 75%. Em apenas quatro dias, choveu sobre a região cerca de 97% de todo o volume esperado para o mês inteiro. Ao todo, foram 40,8 milímetros registrados no período. A média histórica para julho, época de seca, é de 42,1 mm.

Outros mananciais. Também em crise e já se valendo de uma cota de volume morto (39,4 bilhões de litro de água), o Alto Tietê subiu 0,1 ponto porcentual e está com 20,6% do volume de água represada. No dia anterior, o índice era de 20,5%.

Proporcionalmente, quem sofreu a maior variação positiva foi o Sistema Alto Cotia, que aumentou 1,3 ponto porcentual da capacidade. Após registrar pluviometria de 17,6 mm no dia, o reservatório saltou de 63,7% para 65%.

Os Sistemas Rio Grande e Rio Claro também tiveram alta de 1,1 e 0,4 ponto porcentual, e operam com 93% e 72,4%, respectivamente.

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