Nível do Sistema Cantareira volta a cair e está em 12%

Segundo informações divulgadas no site da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na mesma data do ano passado, o nível registrado era de 63,8%.

Fabio Leite e Laura Maia de Castro, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2014 | 12h51

SÃO PAULO - O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira caiu 0,1% e voltou a 12% da sua capacidade, o menor nível da história nesta segunda-feira, 21. Segundo informações divulgadas no site da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na mesma data do ano passado, o nível registrado era de 63,8%.

O recorde negativo de 12% já tinha sido atingido no sábado, 12, e na terça-feira, 15. Na quarta-feira, 16, o sistema registrou chuva de 27mm e o nível dos reservatórios subiu para 12,3% da sua capacidade, mas caiu durante o fim da semana.

Consideradas o "coração do Cantareira", as represas Jaguari/Jacareí registraram nesta segunda-feira o pior nível da história, com apenas 4,5% do volume armazenado. Elas representam cerca de 80% da capacidade total do sistema e devem secar antes dos demais reservatórios. Por isso, a Sabesp planeja iniciar a partir do dia 15 de maio a captação de água do chamado "volume morto" nas represas, que ficam entre as cidades de Bragança Paulista e Joanópolis, no interior paulista.

O "volume morto" é a água represada abaixo do nível das comportas e nunca foi utilizado. A captação no Jaguari/Jacareí deve ir até o fim de agosto. Em seguida, a Sabesp começa a retirar água da reserva profunda da represa Atibainha, que está com 45,1% da capacidade. Ao todo, serão 196 bilhões de litros captados, volume suficiente para abastecer a Grande São Paulo até o dia 27 de novembro, segundo a companhia. O custo da operação está estimado em R$ 80 milhões.

Mais conteúdo sobre:
Cantareira Sistema Cantareira

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.