Nacho Doce/Reuters
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Nível do Sistema Cantareira sobe depois de 8 meses

Temporais dos últimos dias elevam a capacidade das represas que formam o sistema em 0,3 ponto porcentual; nível passou para 7%

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2014 | 10h31

SÃO PAULO - Após oito meses, as represas que formam o Sistema Cantareira registraram alta em sua capacidade de armazenamento de água. Com os temporais dos últimos dois dias, o nível subiu 0,3 ponto porcentual nesta quarta-feira, dia 24, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O índice passou de 6,7% para 7%.

A alta é a primeira desde o dia 16 de abril, sem que seja contabilizado o bombeamento das águas do volume morto do Cantareira - o governo Geraldo Alckmin (PSDB) já lançou mão desse recurso por duas vezes. De acordo com a Sabesp, a pluviometria acumulada de dezembro chegou a 140 mm, o que representa mais da metade da média histórica do mês, que é de 220,9 mm.

O Sistema Cantareira á responsável hoje pelo abastecimento de 6,5 milhões de pessoas que vivem na capital e em outras cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Desde o início da crise, ele tem sido reforçado por outros sistemas que servem o Estado, como o Alto Tietê, que também registrou alta.

Os dados da Sabesp mostram que, no caso do Alto Tietê, a recuperação foi maior. Entre ontem e hoje, o nível passou de 10,5% para 11,1% - alta de 0,6 ponto porcentual. O manancial atende 4,5 milhões de paulistas. 

A melhora nos sistemas Cantareira e Alto Tietê foi acompanhada por outros sistemas importantes da Grande São Paulo, como Guarapiranga, cujo nível passou de 36,6% para 38,3%, e Rio Grande, que subiu de 66,7% para 69%.

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