Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Nível do Cantareira é o maior desde o segundo volume morto

2ª cota da reserva técnica foi acrescentada ao cálculo do sistema em 24 de outubro de 2014; antes, manancial operava com 3%

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

08 Dezembro 2015 | 11h41

SÃO PAULO - O Cantareira atingiu nesta terça-feira, 8, o maior nível desde que a segunda cota do volume morto foi incluída no cálculo do sistema, em outubro do ano passado. De acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o principal sistema hídrico de São Paulo subiu pelo sexto dia seguido e está há mais de um mês sem registrar nenhuma queda.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira opera com 21,9% da capacidade, segundo cálculo tradicionalmente divulgado pela Sabesp, que considera as duas cotas do volume morto como se fossem volume útil do sistema. A alta foi de 0,7 ponto porcentual. No dia anterior, os reservatórios que compõem o sistema estavam com 21,2%.

Esse é o maior índice do Cantareira desde que os 105 bilhões de litros de água represados abaixo dos túneis de captação foram incluídos no cálculo, no dia 24 de outubro de 2014. À época, o sistema já operava com um volume morto de 182,5 bilhões de litros, acrescentado cinco meses antes. A adição da segunda cota fez o Cantareira saltar de 3% para 13,6%.   

O Cantareira chegou a ficar com apenas 5% do volume armazenado de água em fevereiro, o menor valor registrado após os dois volumes mortos. Em recuperação lenta ao longo do ano, o sistema atingiu o ponto máximo de 20,2% em junho, mas depois voltou a oscilar.

A última baixa do Cantareira foi no dia 26 de outubro, quando o nível desceu de 15,7% para 15,6%. Desde então, o manancial mantém uma sequência positiva e já recuperou 6,3 pontos porcentuais - o que, no entanto, não foi suficiente para tirá-lo do volume morto. De acordo com a Sabesp, o Cantareira está com -7,4% no índice negativo.

A chuva tem ajudado na recuperação do sistema, cuja pluviometria superou as expectativas em setembro e novembro. A Sabesp também tem retirado menos água do Cantareira, que teve a vazão reduzida a menos da metade quando comparada ao período antes da crise hídrica, e outros mananciais tiveram de socorrer as áreas que eram atendidas por ele.

Além disso, a companhia passou a reduzir a pressão nas tubulações, o que deixa algumas regiões da cidade sem água por horas. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também oferece bônus para quem conseguir economizar água e aplica multa nos chamados "gastões".

Outros mananciais. Atravessando crise severa, o Alto Tietê registrou o terceiro aumento seguido nesta terça-feira. O sistema, que opera com um volume morto adicionado no ano passado, subiu 0,7 ponto porcentual e está com 17,8% da capacidade.

Atual responsável por abastecer o maior número de pessoas na capital e Grande São Paulo (5,8 milhões), o Guarapiranga também teve aumento pelo terceiro dia e opera com 87,8%. No dia anterior, o índice era de 87,6%.

Rio Claro, Alto Cotia e Rio Grande subiram 0,8, 0,6 e 0,4 ponto, respectivamente, e registram 66,3%, 78% e 99%.

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